Por Yasmin Brito e Hellen Tiana.

De 20 a 22 de agosto, o Campus da UFPB em Areia recebeu a 5a edição do Areia Mostra Cachaça, um dos maiores encontros da cadeia produtiva da cachaça artesanal da Paraíba. Ao longo de três dias, a cidade reuniu produtores, visitantes e curiosos em torno de degustações, palestras técnicas, oficinas de drinks, feira de artesanato e música ao vivo, reforçando um título que Areia carrega há décadas: o de Capital Paraibana da Cachaça. Mas por que justamente ali, no meio do Brejo paraibano, a cachaça encontrou um lugar tão especial pra se firmar?
O gosto que só a terra de Areia dá
Quem visita Areia logo entende parte da resposta: é uma cidade de serra, com clima frio pra padrões nordestinos, cercada por engenhos que atravessam gerações. Foi esse ambiente que permitiu à cana-de-açúcar virar tradição na região, e aos produtores locais desenvolverem um jeito próprio de fazer cachaça. André Perazo, à frente da Cachaça Princesa do Brejo, é um desses produtores. A marca carrega uma história de família: a receita começou como uma cachaça a granel, sem rótulo nem registro, feita para consumo da própria comunidade, antes de se tornar o que é hoje. Pra André, o que diferencia a cachaça de Areia das demais é o terroir, a combinação entre solo, clima e tradição que marca o produto final.
“A cachaça produzida aqui em Areia é a terra, que a gente chama de terroir. Se você experimenta a cachaça de Areia, sente que o cheiro é diferente, o gosto é diferente, tem aquele gostinho de cana-de-açúcar, de melaço, de engenho”, explica.
É esse conjunto, o clima da serra, o método de produção passado entre gerações e cuidado de cada engenho que dá à cachaça de Areia uma identidade que nenhuma outra cidade da Paraíba reproduz. Cada palco, um pedaço da economia de Areia. Ao longo dos três dias, a 5a edição do Areia Mostra Cachaça reuniu exposição e degustação de cachaças premiadas no Brasil e no exterior, cursos e palestras sobre produção, fermentação e mercado, além de espaços dedicados à gastronomia regional, à feira de artesanato e à música ao vivo.
Entre as atrações musicais estava o cantor Tinho Santos, que resumiu bem por que o evento vai muito além da bebida: “Eu já tô empreendendo aqui só de estar na festa, participando como artista. E não é só o artista que ganha: o Areia Mostra Cachaça abre oportunidade pra quem tem restaurante, pra quem tem hotel, pra todo mundo. Parabéns pro Areia Mostra Cachaça”, celebrou.
O momento mais aguardado, porém, ficou por conta do Concurso da Cachaça, no palco principal. Mais do que uma disputa entre engenhos, o concurso é o instante em que a cidade reconhece publicamente aquilo que mais orgulha Areia: a qualidade do ue é produzido ali. Neste ano, a vitória ficou com a Cachaça Triunfo Tradicional, vencedora em meio a uma disputa acirrada entre os alambiques da região.

A 5a edição do Areia Mostra Cachaça reforça o que a cidade já vem construindo há anos: um espaço que une produção, cultura e economia em torno da cachaça, e que segue consolidando Areia como a Capital Paraibana da Cachaça.De 20 a 22 de agosto, o Campus da UFPB em Areia recebeu a 5a edição do Areia Mostra Cachaça, um dos maiores encontros da cadeia produtiva da cachaça artesanal da Paraíba. Ao longo de três dias, a cidade reuniu produtores, visitantes e curiosos em torno de degustações, palestras técnicas, oficinas de drinks, feira de artesanato e música ao vivo, reforçando um título que Areia carrega há décadas: o de Capital Paraibana da Cachaça. Mas por que justamente ali, no meio do Brejo paraibano, a cachaça encontrou um lugar tão especial pra se firmar?
O gosto que só a terra de Areia dá
Quem visita Areia logo entende parte da resposta: é uma cidade de serra, com clima frio pra padrões nordestinos, cercada por engenhos que atravessam gerações. Foi esse ambiente que permitiu à cana-de-açúcar virar tradição na região, e aos produtores locais desenvolverem um jeito próprio de fazer cachaça. André Perazo, à frente da Cachaça Princesa do Brejo, é um desses produtores. A marca carrega uma história de família: a receita começou como uma cachaça a granel, sem rótulo nem registro, feita para consumo da própria comunidade, antes de se tornar o que é hoje. Pra André, o que diferencia a cachaça de Areia das demais é o terroir, a combinação entre solo, clima e tradição que marca o produto final.
“A cachaça produzida aqui em Areia é a terra, que a gente chama de terroir. Se você experimenta a cachaça de Areia, sente que o cheiro é diferente, o gosto é diferente, tem aquele gostinho de cana-de-açúcar, de melaço, de engenho”, explica.
É esse conjunto, o clima da serra, o método de produção passado entre gerações e o cuidado de cada engenho que dá à cachaça de Areia uma identidade que nenhuma outra cidade da Paraíba reproduz. Cada palco, um pedaço da economia de Areia Ao longo dos três dias, a 5a edição do Areia Mostra Cachaça reuniu exposição e degustação de cachaças premiadas no Brasil e no exterior, cursos e palestras sobre produção, fermentação e mercado, além de espaços dedicados à gastronomia regional, à feira de artesanato e à música ao vivo. Entre as atrações musicais estava o cantor Tinho Santos, que resumiu bem por que o evento vai muito além da bebida:
“Eu já tô empreendendo aqui só de estar na festa, participando como artista. E não é só o artista que ganha: o Areia Mostra Cachaça abre oportunidade pra quem temrestaurante, pra quem tem hotel, pra todo mundo. Parabéns pro Areia Mostr Cachaça”, celebrou.
O momento mais aguardado, porém, ficou por conta do Concurso da Cachaça, no palco principal. Mais do que uma disputa entre engenhos, o concurso é o instante em que a cidade reconhece publicamente aquilo que mais orgulha Areia: a qualidade do que é produzido ali. Neste ano, a vitória ficou com a Cachaça Triunfo Tradicional, vencedora em meio a uma disputa acirrada entre os alambiques da região. A 5a edição do Areia Mostra Cachaça reforça o que a cidade já vem construindo há anos: um espaço que une produção, cultura e economia em torno da cachaça, e que segue consolidando Areia como a Capital Paraibana da Cachaça.








